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Blog de Inspiração para Crise do Coronavírus

Mês da alegria

 Caros amigos,

Hoje à noite, entramos no mês de Adar, o mês mais alegre de nosso calendário. Como dizem os nossos sábios: quando começa Adar, aumentamos a alegria.

A alegria não vem tão facilmente… Ela surge quando reconhecemos e focamos em nossa luz interior e sua influência, iluminando os que estão à nossa volta.

Conta-se que três trabalhadores estavam cortando madeira, e alguém perguntou o que estavam fazendo. Um respondeu: estou apenas cortando madeira. O segundo disse que estava trabalhando para sustentar a família. E o terceiro disse: estamos construindo um lindo palácio para o rei.

Devemos olhar para as nossas tarefas e a vida em geral, não apenas como atividades mundanas e rotineiras, mas também como atos que têm significado e propósito. Com eles, estamos criando luz, iluminando as pessoas e o mundo ao nosso redor. E então, encontramos alegria em tudo.

Chodesh tov, Shabat shalom e um abraço,
Rabino Dovi

Nós e as lagostas

Caros amigos,

Esta semana, o mundo perdeu o rabino, médico e terapeuta Abraham Twersky, de 90 anos. Autor prolífico, certa vez lhe perguntaram como ele conseguiu escrever tantos livros, mais de 60. E ele respondeu: “De fato, só escrevi um livro, pois foram várias maneiras diferentes de abordar o mesmo assunto”.

O Dr. Twersky dizia que muitas pessoas — mesmo com saúde, boa família e dinheiro — não conseguem ser felizes por falta de objetivos e significado em suas vidas. Ele dedicou a sua vida — e este era o foco de seus livros — a ensinar a encontrar a verdadeira felicidade que está dentro de cada pessoa. Ele escreveu uma parábola interessante, fazendo uma analogia à lagosta. Como a lagosta tem um corpo muito macio, D’us deu a ela uma concha muito rígida para se proteger dos predadores. Só que a concha não acompanha o crescimento do corpo. Em determinado momento, o espaço fica desconfortável, e a lagosta precisa trocar de concha. Ela então sai da concha, tornando-se vulnerável e presa fácil dos predadores. Mas só assim ela pode crescer. Esse processo ocorre repetidas vezes, durante a vida das lagostas.

Os seres humanos são iguais. Às vezes nos sentimos confinados, apertados e oprimidos. Mas isso é realmente o que nos faz crescer!

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

Jamais esqueceremos!

Caros amigos,

Bahrein, Marrocos e Arábia Saudita participam da celebração do Dia do Holocausto. Isto é totalmente sem precedentes! Aconteceu ontem, em uma reunião virtual para ouvir o testemunho, em primeira mão, de um sobrevivente de Auschwitz. Parece que mais nações estão entendendo que “nunca mais” não pode simplesmente ser um slogan!

Mas o que realmente significa “nunca mais” ou “jamais esqueceremos!”?

Sempre nos concentramos nas atrocidades cometidas e nas pessoas assassinadas, mas isso é uma lembrança parcial.

Há outro lado também muito importante para a memória das vítimas. Lembrar significa resgatar uma cultura rica, que foi eclipsada pelo Holocausto. Significa trazer de volta as vidas que lhes foram tiradas: a vitalidade, a felicidade, a união e a força da família, vidas significativas e dedicadas ao Judaísmo, e suas tradições.

Se reproduzirmos as celebrações de Judaismo com o mesmo prazer, felicidade e brilho tão autênticos como nossos antepassados tinham na Europa de antigamente, isso é uma prática de “jamais esqueceremos”!

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

Esquerdo ou direito

Caros amigos,

 

Um homem veio receber a vacina e perguntou qual manga ele deveria levantar, a direita ou a esquerda? A enfermeira, percebendo tratar-se de um religioso, perguntou-lhe em que braço ele colocava o tefilin. Quando ele disse que era no braço esquerdo, a enfermeira aconselhou-o a tomar a vacina no braço direito. Isto porque a vacina pode fazer o braço ficar um pouco dolorido, e consequente trazer algum desconforto quando coloca o tefilin. Bem, uma história que só poderia acontecer em Israel…

 

Na parashá desta semana somos apresentados à mitsvá de tefilin. O tefilin deve ser colocado em direção ao coração, mas no braço mais “fraco”. Então, um destro deve colocar em seu braço esquerdo, enquanto um canhoto coloca em seu braço direito. É curioso, pois a Torá conta que D’us nos tirou do Egito com uma mão poderosa, e para lembrarmos isso colocamos o tefilin no braço da mão mais ”fraca”?

 

A resposta é essa mesmo! Devemos sempre lembrar que a mão de D’us é a mão dominante e prevalece em todas as questões da vida. Sim, devemos fazer nossa parte e nos esforçar para alcançar os nossos objetivos, mas se seremos bem-sucedidos ou não… depende de D’us!

 

Tantas coisas estão acontecendo ao nosso redor, e tão rápido, que nos perguntamos o que sucederá. Um bom exemplo é o novo governo dos EUA. O governo de Israel e os judeus em todo o mundo estão divididos, alguns muito preocupados, enquanto outros muito felizes...

 

Temos que lembrar, e isso vale para todos e para tudo, que podemos usar nossa mão para tentar atingir nossos objetivos, mas no final, a mão de D’us é a que prevalece, Ele é quem governa o mundo e independentemente de nossas escolhas, como sempre, temos de confiar nas decisões de D’us.

Um abraço e Shabat Shalom! 
Rabino Dovi

 

 

Um coração generoso

 Caros amigos,

Esta semana o mundo perdeu Sheldon Adelson, aos 87 anos, um dos maiores filantropos de nossos tempos. Ele foi um campeão de inúmeras causas judaicas em todo o mundo. Um ícone judeu!
 
Sheldon é famoso por seu apoio ao Projeto “Birthright Israel”. Este projeto mandou mais de meio milhão de jovens para Israel, transformando milhares de vidas ao incutir neles o amor por Israel e Yidishkayt.
 
Filho de um pobre taxista na Tchecoslováquia, Sheldon ficava abismado com o costume do pai, que após voltar do trabalho, sempre colocava dinheiro na caixinha de tsedaká. Certa vez, ele perguntou ao pai porque estava dando o dinheiro para tzedaká, já que eles mesmos estavam em dificuldades financeiras, e o seu pai lhe disse: “lembre-se, não importa o quanto você tenha, sempre haverá aqueles que têm menos do que você”.
 
Sheldon tornou-se uma das pessoas mais ricas do mundo. Quando morreu, seu patrimônio líquido era estimado em US $34 bilhões. Ele nunca se esqueceu da lição que recebera de seu pai, que não importa o que você tenha, existem os menos afortunados e devemos sempre dar tsedaká.
 
Seu pai amava Israel, mas nunca foi para lá por falta de recursos. Depois que seu pai faleceu, ele viajou para Israel pela primeira vez, calçou os sapatos de seu pai, e com eles caminhou por todo o país. Esta viagem foi uma inspiração para o seu apoio ao “Birthright Israel”.
 
Uma das últimas coisas notáveis que Sheldon fez, em Julho passado, foi comprar uma casa em Hertzelya, à beira mar, perto de Tel Aviv, por US $67 milhões. Foi o maior preço pago por uma única casa, na história de Israel.
 
Ele não planejava se mudar para Israel, já estava muito doente e frágil. A verdadeira razão para ele pagar este valor altamente exagerado, foi porque essa havia sido a residência oficial dos embaixadores americanos quando a embaixada dos EUA ainda ficava em Tel Aviv. Ele queria dificultar que o governo americano tirasse a embaixada americana de Jerusalém e a trouxesse de volta a Tel Aviv.
 
Sheldon Adelson nunca desistiu de lutar em prol de judaísmo, fazendo um impacto positivo para o povo judeu.

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

Israel lidera novamente

Caros amigos,

Israel é conhecido por sua burocracia. Tudo funciona devagar ali. Mas, surpreendentemente, no que diz respeito à distribuição da vacina, Israel está liderando o mundo.

Na semana passada, o primeiro-ministro tirou uma foto com o milionésimo cidadão que foi vacinado em Israel! Atualmente Israel já vacinou 12% de sua população. Os EUA vacinaram cerca de 1% da população. E aqui no Brasil, bem, nem vamos comentar...

O mundo está prevendo que Israel será o primeiro país a alcançar imunidade coletiva. Todos estão tentando aprender com Israel como administrar as vacinas da maneira mais rápida possível.

Como é que um país que é conhecido pela burocracia, no que se refere a essa vacinação está liderando o mundo como um exemplo?

Quando se trata de vidas humanas, tudo muda! Como judeus, sabemos o seu valor. A santidade da vida é da maior importância no judaísmo!

Saiu no noticiário, segundo algumas fontes, que Israel fez o acordo com a Pfizer para comprar grandes quantidades e com entrega rápida, e por isso pagou o dobro do preço!

Sabe-se também que essas vacinas têm uma vida útil curta, e uma vez que são descongeladas têm apenas seis horas de vida útil. As que não forem utilizadas neste curto período tem que ser descartadas, o que de fato aconteceu em algumas clínicas. Mas quando isto aconteceu numa determinada clínica em Israel, as enfermeiras saíram nas ruas, nos pontos de ônibus, aonde houvesse gente, chamando a todos para que viessem tomar a vacina. Tudo para que nenhuma gota fosse desperdiçada.

 

Como judeus, devemos sempre lembrar que a vida humana é o maior valor que existe. Como diz o Talmud, quem salva uma única vida é como se salvasse toda a humanidade!

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

 

 

Vacina no Shabat

 

Caros amigos,

Israel será o primeiro país a vacinar toda sua população. Foi assim que aconteceu:

O Ministro da Saúde israelense perguntou ao Rabino-chefe se é permitido vacinar no shabat. Afinal, pode-se quebrar o shabat se for para salvar vidas.

A resposta foi que depende... se os hospitais estão vacinando apenas no horário comercial, então não!

O Rabino disse que se acreditam que essas vacinas estão salvando vidas (Pikuach Nefesh), então elas deveriam ser administradas 24 horas por dia, 7 dias por semana, ininterruptamente. Mas se não for assim, então também não precisa ser feito no Shabat.

O Ministro da Saúde concordou. E tomou a decisão de começar a vacinar 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Com isso, Israel será o primeiro país a ser vacinado!

A nossa vida espiritual, o Judaísmo em si, é vida para nós. É algo que precisamos 24 horas por dia, 7 dias por semana, e nesses dias, quando muitos viajam de férias, nosso judaísmo deve nos acompanhar, é uma questão de vida para nós. E vamos lembrar: D’us não tira férias da gente!

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

P.S.: Por favor, ajude-nos a equilibrar as contas neste fim de ano. Faça uma doação de fim de ano. Clique aqui

Os judeus e as vacinas

Caros amigos,

Assim que começaram a falar sobre a produção de vacinas para Covid-19, Israel assinou contrato com a empresa Moderna para compra de milhões de vacinas aos cidadãos de Israel.

Mas em novembro, ficou claro que a Pfizer seria a primeira empresa a produzir as vacinas, e os israelenses entraram em pânico. Disseram que Netanyahu apostou na empresa errada e começaram a atacá-lo que ele não se importa com os cidadãos, etc.

Netanyahu contactou imediatamente o CEO da Pfizer, Sr. Albert Burla, e descobriu que ele era um judeu nascido em Salonica, Grécia.

Salonica, a segunda maior cidade da Grécia, tem uma das mais antigas comunidades judaicas. Serviu de refúgio para milhares de judeus em 1492, durante a expulsão da Espanha, e ao longo dos anos, a comunidade se desenvolveu. Houve um tempo em que o porto fechava aos sábados, porque a maior parte dos negócios pertencia a judeus.

Alguns anos atrás, visitei Salonica com um grupo de jovens, e constatei a destruição de uma comunidade antes tão pujante. Antes da 2a Guerra Mundial, mais de sessenta mil judeus viviam em Salonica, e 96% morreram no Holocausto.

Albert Burla nasceu em 1961, filho de sobreviventes que permaneceram em Salonica. Há alguns anos, ele começou a trabalhar para a Pfizer e em 2019 foi nomeado CEO. Quando o Covid-19 se espalhou, ele dedicou toda a sua energia para encontrar uma vacina, declarando que trabalharam dia e noite para trazer cura para o mundo. Conversando com Netanyahu, contou que se casou em uma Sinagoga e é um judeu orgulhoso.

E agora vocês sabem como Israel conseguiu a vacina de Pfizer...

Mas o embaixador de Israel nos EUA disse melhor: “Setenta e cinco anos depois que os nazistas assassinaram milhões, o Dr. Burla está hoje liderando a corrida para salvar bilhões”.

Nós judeus sempre escolhemos a vida. Am Yisrael Chai!

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

Ps.
1. Obrigado por todos que ajudaram a fazer o nosso drive-in de Chanucá. Veja a reportagem do Shalom Brasil 
aqui.

2. Veja aqui uma mensagem de Chanucá do Rabino Dovi.

3. Veja as galerias de fotos de Chanucá: Chanucá drive-in; Kit Chanucá aos sobreviventes; Chanukiot em espaços públicos; Chanucá na Sinagoga; Chanucá para as crianças;Chanucá para ladies.

Chanucá, pandemia e desafios

Caros amigos,

As festas de Chanucá deveriam ser reduzidas este ano. Mas isso é uma contradição, pois é Chanucá que nos ensina que o objetivo dos desafios é fazer mais.

“Só se extrai o óleo da azeitona espremendo-a”, dizem os nossos Sábios, e eles concluem que o mesmo acontece com o homem. Nós temos uma energia muito mais profunda que jamais saberemos, e os desafios que enfrentamos são desenhados para explorar esses poderes.

Quando temos um dia difícil, é porque D’us quer despertar em nós uma energia mais profunda. Se um desafio tem um efeito oposto, então é preciso vir até a Sinagoga (pode ser pelo Zoom...) e adquirir um novo par de óculos espirituais.

Foi isso o que aconteceu quando recebemos as novas diretrizes sanitárias. Nós asseguramos que a festa de Chanucá seria maior e melhor do que no ano passado; o que mais D’us poderia esperar de nós!?

Parabéns aos que ajudaram, participaram e patrocinaram, possibilitando que mais luz fosse espalhada em tempos de intensa escuridão. Um agradecimento especial aos médicos participantes, liderados pelo Secretário de Saúde do Estado de SP. Devíamos essa homenagem aos que estão na linha de frente.

Veja as galerias de fotos: Chanucá drive-in; Kit Chanucá aos sobreviventes; Chanukiot em espaços públicos; Chanucá na Sinagoga; Chanucá para as crianças;Chanucá para ladies.

Ainda estamos recebendo contribuições para cobrir as despesas da festa de Chanucá.  Se puder nos apoiar Clique Aqui

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

Brilhe com intensidade

Caros amigos,

O governo impôs restrições às aglomerações em nossa cidade. Em consequência, ficaram de fato limitadas as nossas tradicionais festas de Chanucá.

Não podemos sentar de mãos cruzadas e suspirar… devemos sim ativar a mente judaica e encontrar maneiras de tornar este Chanuká mais especial ainda do que todos os anteriores. Cada família, cada indivíduo e cada comunidade, todos devemos reagir da maneira judaica!

A resposta judaica diante dos desafios sempre foi consistente: aumentar a luz! Então este ano exige que brilhemos com mais intensidade do que nunca!

Interessante lembrar que, no Templo Sagrado, as janelas eram construídas de tal modo que eram mais largas no lado externo do que no lado interno. Isso era para simbolizar que, diferente de outras janelas cujo propósito é deixar a luz do sol iluminar o ambiente, as janelas do Templo serviam para levar a luz da Menorá para o mundo.

Aqui na Sinagoga, estamos quebrando a cabeça para chegar a uma ideia para aumentar a luz e a alegria neste Chanucá e esperamos poder anunciar isso em breve...

O ponto principal a lembrar é que mais do que nunca, o mundo espera por nossa luz brilhante!

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

 

Eleições

Caros amigos,

Estávamos acostumados a ver, após eleições acirradas, metade do eleitorado celebrando a vitória, enquanto a outra metade ficava de luto.

Mas aqueles eram outros tempos... Hoje não votamos mais em candidatos, parece que todos votam apenas contra o outro lado. Atualmente, ambos os lados saem descontentes.

De alguma forma, na nossa comunidade, Israel e judeus tornaram-se parte integrante destas eleições, o que soa estranho e totalmente sem sentido. Este assunto faz subir o tom das conversas. Os ânimos se aqueceram ao ponto de ebulição. Porque afinal nós temos afinidades com nossos irmãos e Israel e fica difícil para nós julgarmos com objetividade.

Mas não podemos nos permitir provocar divisões internas! Devemos abaixar a chama. Eleições passam e depois teremos de conviver uns com os outros como uma comunidade pequena que somos. Temos de ter cuidado com o que dizemos no calor da discussão. Enquanto os políticos vencedores estarão desfrutando de seu poder, as duras palavras que usamos não irão embora, permanecerão muito além das eleições.

Afinal somos família!

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

 

Zoom mais longo da história

Caros amigos,

Há algo inédito acontecendo neste momento. Trata-se da mais longa reunião via zoom de todos os tempos. Começou na noite de sábado passado e ainda está acontecendo, enquanto escrevo estas palavras nessa noite de quinta-feira. Com a capacidade da sala (1.000 participantes) lotada durante a maior parte do dia, há uma longa lista de espera tentando entrar.

Esta é a história:

Tradicionalmente, todos os anos, nesta época, tem acontecido a conferência de rabinos Chabad de todo o mundo em Nova Iorque. Neste ano, por motivos óbvios, ela foi programada para ser uma reunião virtual.

Como parte da programação oficial, no sábado passado, 14/11, à noite, começou via zoom um farbrengen (reunião Chassídica) na Austrália, assim que o shabat terminou por lá. À medida que o shabat terminava pelo mundo, a programação passava para a Ásia, Europa, Israel, América do Sul, EUA, finalizando com Alasca e Havaí. Nós tivemos a honra de hospedar a parte sul-americana em nosso próprio Chabad Morumbi.

Era para durar algumas horas, todos se inscreveram, mas ninguém desconectou!!! Até agora...

Eu prevejo que a conferência via zoom só terminará quando todos forem forçados a se desconectar antes do Shabat começar, amanhã.

O administrador oficial do Zoom escreveu o seguinte comentário no Twitter: “Uau, isso é impressionante!” e acrescentou um sinal de palmas.

Amigos, isto é um ato espontâneo de inspiração coletiva. Obrigados a se isolar fisicamente, em todas as partes do mundo, rabinos estão se comunicando com outros de diferentes origens, culturas e línguas, por este instrumento moderno, extravasando essa inspiração represada em seus corações e mentes. Acima de tudo, mostra principalmente que somos todos parte de uma mesma família.

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

 

Por que coisas ruins acontecem?

Caros amigos,

No último Shabat, 7 de novembro, faleceu o ex-Rabino Chefe da Inglaterra, Sir Jonathan Sacks. Ele foi um notável filósofo, autor de 25 livros e centenas de artigos, recebeu 16 títulos honorários e vários prêmios de prestígio. Reconhecido como brilhante orador, suas obras inspiraram milhões de pessoas. E talvez, o mais importante de tudo, o Rabino Lord Sacks, nos últimos 20 anos, envolveu-se em levar o nome de D’us também ao mundo não-judeu.

Há três semanas, uma mulher perguntou ao Rabino: "por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?!". A mulher contou que sua mãe fez a ele esta mesma pergunta 20 anos atrás; e na época, ele disse que não tinha uma resposta. Então, ela questionou se ele tinha alguma nova visão...

E esta foi a sua resposta: “D’us não quer que entendamos porque coisas ruins acontecem a pessoas boas, porque se entendêssemos, seríamos forçados a aceitar que coisas ruins acontecem a pessoas boas. Mas D’us não quer que aceitemos essas coisas ruins, Ele quer que a nossa falta de entendimento sirva para que possamos lutar contra o mal e as injustiças deste mundo. E é por isso que não há resposta para essa pergunta. D’us providenciou para que ninguém jamais tenha uma resposta para isto”.

Palavras poderosas, de fato. Que suas mensagens continuem nos inspirando e sendo uma bênção para sua alma.

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

 

Caos nos EUA

Caros amigos,

Ontem foi o aniversário do dilúvio (Mabul), o caos… Seria uma coincidência com o que está acontecendo conosco?!

Pensávamos que acordaríamos ontem com a definição de quem seria o presidente da nação mais poderosa do planeta. Disseram que metade do mundo teria um colapso nervoso e a outra metade dançaria de alegria… mas parece que estamos, mais uma vez, todos na mesma tempestade.

Mas é D’us que dirige o mundo e somente Ele controla todos os eventos que acontecem.  A vida é uma jornada; estamos em uma missão para destinos desconhecidos, mas designados por D`us. Devemos buscar a inspiração e aprender com Abraão nas porções da Torá destas semanas, para sermos uma bênção para o mundo. Nós devemos permanecer focados em nossa missão.

Às vezes vamos para lugares que não entendemos bem para onde estamos indo. Assim como foi com Abraão, se mantivermos nossa fé, tudo dará certo para nós no final.

A nossa única missão é fazer tudo para podermos ser uma bênção onde estamos, em cada momento.

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

 

Jerusalém, erro corrigido

 

Caros amigos,

Hoje, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou que cidadãos americanos nascidas em Jerusalém podem registrar “Israel” em seu passaporte! Isso pode parecer óbvio, mas na verdade, até agora, a política americana era de deixar em branco o registro do país nos passaportes e indicar apenas o nome “Jerusalém”. Segundo o departamento de estado, até então, Jerusalém seria um território em disputa, e, portanto, poderia não pertencer a Israel... Ultrajante e absurdo mesmo!

Em 2002, o Congresso dos Estados Unidos, com o apoio dos membros republicanos e dos democratas pró-Israel, resolveu que "Israel" deveria ser registrado como o país de nascimento. Na prática, porém, o Departamento de Estado, responsável pela emissão de passaportes, recusou-se a adotar essa decisão.

Em 2015, um cidadão americano nascido em Jerusalém levou o caso à suprema corte, que decidiu em favor da administração Obama, segundo a qual, a determinação da autoridade sobre o status de Jerusalém cabe ao presidente, e não ao Congresso.

Quando Trump sucedeu Obama, e mudou a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém em 2017, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel, o erro foi corrigido.

Não existe coincidência..., e este importante anúncio foi feito hoje, 29 de outubro, 11 de Cheshvan, justamente no dia do falecimento da matriarca Rachel, que está enterrada a menos de 3 quilômetros de Jerusalém.

De todas as nossas matriarcas, Rachel é conhecida como Mame (mamãe) Rachel. Os nossos sábios contam que foi ela quem implorou proteção a D'us para o povo judeu no exilio, e a resposta de D’us foi a famosa frase “E os [seus] filhos voltarão para suas fronteiras”!

Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovi

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